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+ Patins!
Desde essa primeira vez (contada logo abaixo) patinei mais três vezes! Uma, fui perturbando amigos que foram caminhar numa pista em Barueri. Infelizmente o pavimento ali está bem irregular para as rodinhas de quem ainda é meio desequilibrado. Caí duas vezes. Depois, convenci meu pai no fim de semana retrasado a ir comigo no Villa Lobos. Ele alugou um triciclo pra ele, mas não pudemos andar juntos, porque onde eu patino lá não pode ter circulação de bicicletas. Então, foi como ir patinar sozinha. Caí uma vez. Domingo passado fui novamente, dessa vez sozinha. Deu vontadona, não tinha ninguém pra ir comigo, "fui-me eu-ma comigo-me mesma" e as rodinhas. Já estou conseguindo calçar os patins num terreno mais irregular e ir até a parte mais lisinha sem problemas. Mas o friozinho na barriga é constante. Caí duas vezes e meia (o que seria a terceira queda foi apenas um desequilíbrio absurdo, digno de uma comédia pastelão). Sobre rodar, é fantástico! Não sei se a vontade que era grande demais, mas é como meu primo disse: parece que a gente tá voando (pelo menos naqueles dois segundos em que me sinto segura para relaxar e sentir isso). Não dá vontade de parar. Aliás, dá vontade de acordar às 05h00 pra ir patinar quando o parque está abrindo antes de trabalhar. Pena que está frio... A gente vai rodando e sente cada pedacinho do chão sob os pés, deslizando. Mal espero para pegar mais prática. Quero me sentir confortável, fazer movimentos livres como vejo o pessoal que patina por lá com mais experiência fazer. Engraçado o quanto sou influenciável. Se vejo alguém patinando rápido por perto, já me desespero. Se vejo alguém fazendo algum movimento diferente no patins, sinto que é como se fosse eu fazendo. Daí eu caio, despenco, toda desequilibrada, como seu eu tivesse tentado fazer o tal movimento. Se ouço sons de crianças em bicicletas se aproximando por trás, ou pela frente, já me desespero. Se vejo outra pessoa na mesma situação que eu, também me desespero. E fico pensando: devia existir uma camista com os dizeres "cuidado: patinadora em treinamento", igual aos avisos de carros de autoescolas. Mas acho que as joelheiras, cotoveleiras e luvas, mais o meu olhar de desespero, acabam bastando. O legal dessa experiência é ver e ouvir outras vidas em volta em experiências similares ou não. Foi muito bom ver um pai com duas filhas na faixa dos 7 a 10 anos que o ensinavam a patinar. Elas patinavam com a facilidade de quem nasce com rodas no lugar dos pés. O pai, parecia um pato (como eu), tentando patinar. Ele também estava de joelheiras, luvas e cotoveleiras. E uma incrível falta de equilíbrio! Também foi bom cair sozinha e outros patinadores desconhecidos virem ajudar, ver se eu estava bem, dar uma mão para levantar. E ver aquele pessoal fazendo coisas incríveis sobre as rodas, andando de costas, de frente, de lado, com um pé só... e tem o pessoal que gosta de correr. Deve existir corrida de patins, né? Há duas semanas, um desses "corredores" passou por mim e gritou "dobra mais os joelhos!!!" Dobrei e caí. Ainda não sei andar com os joelhos mais dobrados do que tenho feito. E que inveja de umas meninas esguias, andando com uma postura linda! Eu pareço uma macaca, toda curvada pra frente, para evitar que o peso da retaguarda puxe meu corpo para trás. Foi meu primo quem falou para colocar o corpo mais pra frente. Acho que tem de começar assim mesmo. De qualquer maneira, já consigo dar umas relaxadas. Sempre por poucos segundos. Toda hora preciso ficar pensando "se cair, não faz mal; a gente levanta. Se cair, pode até doer, mas não tem problema: você tá de luvas... lembra de apoiar os cotovelos, que estão protegidos... não tem problema cair." De repente o pensamento vai para "não vou cair. olha só, tô conseguindo! Não vou cair!!!" Então decido desencanar da concentração. É aí que eu caio. Então, depois que arrumo um jeito de ficar de pé novamente, começa a mentalização tudo de novo.
Escrito por Fabinas às 15h21
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